É preciso renovar "atenção e empenho cívico e solidário" para ajuda humanitária

Milhões de pessoas vivem em situações de crises, o que leva Plataforma de Apoio aos Refugiados a renovar alerta às populações.

No Dia Mundial da Ajuda Humanitária, Rui Marques, coordenador da Plataforma de Apoio aos Refugiados, alerta para a necessidade de despertar consciências para o apoio a pessoas que vivem momentos problemáticos nos países de origem, sobretudo pela falta de segurança e paz.

"O Dia Mundial da Ajuda Humanitária deve servir como um novo alerta para as circunstâncias muito complexas que em várias partes do globo se vivem, quer em consequência de guerras, quer de êxodos forçados, quer de crises políticas e económicas muito graves", o que enaltece a necessidade de, neste dia, renovar a "atenção e o empenho cívico solidário com aqueles que vivem em circunstâncias muito graves e que precisam deste apoio ao nível da ajuda humanitária, quer nas condições básicas da sobrevivência, quer muitas vezes no abrigo temporário, no acolhimento enquanto nos seus países as circunstâncias de vida se tornam impossíveis".

Rui Marques salienta a existência de uma "geração muito disponível para o trabalho de voluntariado" e refere que a ajuda financeira é fundamental, bem como o "apoio em competências e sobretudo no acolhimento e integração no que diz respeito a pessoas que se veem obrigadas a sair do seu país por não haver condições de vida essenciais, de segurança, de paz".

Por outro lado, o coordenador da Plataforma de Apoio aos Refugiados sublinha ainda que há posições que dificultam o trabalho de quem quer ajudar, posições essas que reforçam ainda mais a urgência desse mesmo apoio.

"Esta lógica dos egoísmos que se formalizam quer nas correntes nacionalistas, quer na xenofobia, quer no encerramento atrás de muros, torna mais difícil a intervenção, mas também torna mais urgente e importante trabalharmos nas sociedades mais ricas, que têm capacidade de partilhar a riqueza com outros, como a nossa e as europeias de fazermos este trabalho de sensibilização", justificou.

Como tal, "o Dia Mundial da Ajuda Humanitária deve servir-nos para ajudar a sensibilizar os nossos concidadãos para a nossa responsabilidade der sermos solidários pelos outros".

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