Embaixada da Grécia recusa ajuda de veterinários portugueses após incêndios

Apesar dos apelos vindos do país, a embaixada grega fechou a porta a um grupo de veterinários portugueses que se disponibilizou para prestar apoio aos animais atingidos pela tragédia.

A embaixada da Grécia em Portugal recusou a ajuda de um grupo de veterinários portugueses que, depois de no último ano terem ajudado os animais que foram vítimas do incêndio de Pedrógão Grande, se preparavam para seguir viagem e acudir os animais na Grécia. Esta segunda-feira, vários fogos na localidae de Mati e proximidades causaram pelo menos 82 mortos e quase duas centenas de feridos.

Em declarações à TSF, Manuel Velloso, representante da ANAFS, organização que ajuda animais em situação de catástrofe, lembra que "neste tipo de situações, os socorros têm de ser imediatos".

As condições estavam reunidas: material e três veterinários, tudo pago pela organização, com a ajuda da TAP, que os levaria sem custos. Mas a embaixada grega em Portugal não aceitou a ajuda da organização.

A conversa "nunca foi muito fácil", admitiu Manuel Velloso. "Achámos curioso que eles próprios não se tinham apercebido que a emergência também atingia os animais", contou.

Depois de o coordenador de operações humanitárias da organização se ter deslocado à embaixada grega e esta se ter mostrado "totalmente desinteressada", a ANAFS desistiu da missão.

"Não tem cabimento. A intenção da ANAFS não é, nunca, ir fazer 'turismo humanitário'. Isso é uma coisa que está fora de causa", acrescentou.

Ao mesmo tempo, multiplicam-se as imagens dos animais, na Grécia, que sofreram queimaduras e que se encontram desidratados e exaustos.

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