França

Emmanuel Macron diz entender os coletes amarelos e querer "fazer melhor"

Ao longo de duas horas e meia, o Presidente francês anunciou uma série de medidas e respondeu a perguntas dos jornalistas. Emmanuel Macron apresentou respostas aos protestos do movimento dos Coletes Amarelos. Medidas que servem para relançar o quinquénio no palácio presidencial do Eliseu, em Paris.

O chefe do Executivo francês anunciou querer baixar impostos sobre os rendimentos para "aqueles que trabalham", os que têm "contribuído" para a economia do país e saudou as motivações que deram origem ao movimento de contestação social dos coletes amarelos.

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"Penso que posso fazer melhor" assume Emmanuel Macron que assumiu ter conduzido uma política distante dos franceses.

"No próximo primeiro de Janeiro quero reindexar as reformas inferiores a 2000 euros e que deixe de haver subindexações de reformas a partir de 2021", afirmou o Presidente francês.
Emmanuel Macron diz entender os coletes amarelos e quer tranquilizar os reformados.

O Chefe de Estado francês dirigiu-se às classes médias com um esforço de 5 milhares no imposto retidos na fonte, "não quero aumentar os impostos e quero baixar impostos para quem trabalha. Quero reduzir significativamente o imposto sobre os rendimentos. Pedi ao governo para aplicar essa redução de imposto e financia-lo com o fim de regalias fiscais de empresas e com a redução da despesa pública".

O Presidente francês mantém a idade de reformar aos 62 anos e não quer acabar com feriados. Quanto ao emprego, Emmanuel Macron garantiu que vão ser tomadas medidas para acabar com as injustiças no acesso a emprego.

Quanto aos serviços públicos garante que não vai acabar com os 120.000 postos de trabalho até ao fim do quinquénio. O Chefe de Estado francês anunciou fechar a conceituada Escola Nacional de Administração (ENA), considerada a fábrica das elites francesas e apostar numa "grande descentralização" da administração pública, a partir do primeiro trimestre de 2020.

Macron diz querer "reforçar funcionários no terreno que resolvam problemas e reduzir postos na administração".

Numa altura em que a popularidade do Presidente nunca foi tão baixa, com apenas 27% dos franceses satisfeitos com o seu governo, Emmanuel Macron tentou fazer as pazes com os franceses que se sentem desprezados

As medidas anunciadas esta tarde surgem ao fim de dois meses do "grande debate nacional" criado para ouvir as reivindicações do movimento dos coletes amarelos que, desde 17 de novembro, todos os sábados manifestam não só pelas ruas parisienses como por todo o país.

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