Internacional

Empresários portugueses na Venezuela "atropelados" pela crise

Cada vez mais portugueses e lusodescendentes estão a pedir documentos para sair do país.

Colômbia, Panamá, Estados Unidos, Portugal e Espanha. São estes os destinos dos muitos portugueses, grande parte empresários, que estão a sair da Venezuela por causa da crise económica grave que afeta o país com supermercados vazios, cortes de eletricidade durante horas e filas de racionamento.

Os números oficiais apontam para cerca de 400 mil portugueses na Venezuela, mas se alargarmos aos filhos e netos a comunidade lusa pode chegar a um milhão.

Leonel Dasilva é representante do Conselho das Comunidades Portuguesas na zona Ocidental do país e responsável da câmara luso venezuelana de indústria e comércio da região. À TSF conta que estão "carentes de muitos produtos, têm falta de energia e os portugueses têm sido 'atropelados' no comércio e não conseguem matérias-primas para vender".

O representante dos portugueses recorda que uma das áreas onde os empresários lusos mais trabalham é nos supermercados que por estes dias estão quase sempre vazios. E acrescenta é impossível comprar ou vender produtos ao estrangeiro. A crise afeta empresários portugueses que têm pequenos e grandes negócios.

Muitos empresários resistem, mas Leonel Dasilva conta várias empresas que já fecharam portas e muitos portugueses saíram ou preparam-se para sair do país. Algo que se nota nos pedidos de Cartão de Cidadão e Passaporte que chegam aos conselheiros das comunidades portuguesas.

O responsável explica que muitos saem para a Colômbia, Panamá, Estados Unidos, Espanha ou Portugal, mas grande parte dos pedidos referem-se a jovens, filhos de portugueses, que não encontram futuro e segurança na Venezuela.