Governadora de estado brasileiro quer fechar fronteira com a Venezuela

Suely Campos avisa que a região precisa de medicamentos, ambulâncias e alimentos para os refugiados venezuelanos.

A governadora do estado brasileiro de Roraima diz que o reforço de militares na fronteira com a Venezuela, ordenado ontem pelo Presidente Michel Temer , é positivo mas insuficiente.

Ouvida pela TSF, Suely Campos avisa que a região está a braços com uma crise sem precedentes e faltam recursos para absorver os milhares de migrantes que cruzam a fronteira.

"Ate julho nós atendemos no nosso grande hospital, no nosso hospital geral, 14 mil pessoas... 9.500 eram venezuelanas, então, nós estamos sobrecarregados, prejudicando a qualidade e oferta para os brasileiros."

Além do reforço policial, Suely Campos lembra que Roraima precisa urgentemente de medicamentos, ambulâncias, alimentos e abrigos. A governadora diz que, só à cidade fronteiriça de Pacaraima chegam mais de 700 venezuelanos por dia, e que a situação é incomportável.

"Eles entram aqui sem exigência de documentos, da caderneta de vacinação, nós temos agora uma lei que deixa muito à vontade os imigrantes."

Apesar do aval negativo do Supremo Tribunal Federal, a governadora do estado de Roraima insiste que o ideal é fechar temporariamente a fronteira.

"Dar um tempo para a reorganização dos venezuelanos aqui, diminuiria, pelo menos, esse fluxo de 700 pessoas por dia."

A dois meses de eleições no Brasil, e à espera de ser reeleita, Suely Campos diz ainda que a chegada em massa dos venezuelanos ao estado de Roraima provocou um aumento da criminalidade e do trafico de armas e droga.

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