Governo espanhol fecha portas para já ao desembarque dos refugiados do Aquarius

Navio está parado entre Itália e Malta com 141 pessoas a bordo.

As autoridades espanholas descartaram, para já, a possibilidade de acolher os 141 refugiados que estão a bordo do navio Aquarius. Ao El País, fonte do governo de Pedro Sánchez adianta que Espanha "não é o porto mais seguro, segundo a lei internacional", para receber estes migrantes e refugiados.

A tomada de posição não é definitiva - essa decisão está nas mãos de Pedro Sánchez - mas de acordo com a publicação espanhola, o governo deve manter a recusa ao acolhimento deste navio, que até já foi ajudado por Espanha.

Recorde-se que, há cerca de dois meses, este mesmo navio atracou em Valência, mas em condições diferentes, como o governo espanhol faz questão de frisar: em junho, o barco transportava mais de 600 pessoas, quando a capacidade era para apenas 550.

Certo é que, nessa ocasião, vários ministros espanhóis fizeram questão de esclarecer que o acolhimento do Aquarius era uma situação excecional e que Espanha não iria tornar-se no refúgio de todos os barcos recusados por Itália.

O Aquarius está, neste momento, entre Itália e Malta - dois países que recusaram acolhê-lo - à espera de uma decisão final do governo espanhol.

A lei internacional dita que o porto mais seguro seria o mais próximo da embarcação e a SOS Mediterrâneo já pediu aos países europeus que assumam responsabilidades. A bordo do navio estão 141 pessoas, sendo que mais de metade são crianças.

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