CPLP

Guiné Equatorial, apreciada pelo petróleo e criticada pela ditadura

A Guiné Equatorial, que quer aderir à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), é o terceiro maior exportador de petróleo de África, mas a ditadura que vigora no país é criticada por algumas organizações internacionais.

A Guiné Equatorial tem um território semelhante ao Alentejo, mas é o terceiro maior exportador de petróleo do continente africano. Para além disso, tem gás natural e outras riquezas escondidas no subsolo.

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Na descrição que faz do país, a norte-americana CIA diz que as eleições das últimas décadas foram sempre «imperfeitas» e acrescenta que o grande crescimento económico das últimas décadas melhorou pouco as condições de vida dos 650 mil habitantes.

A Freedom House (“A Casa da Liberdade”, em inglês), uma organização não governamental que avalia a democracia no mundo, classifica o país como sendo um Estado «sem liberdade».

O presidente está no poder há 30 anos. Nas últimas eleições, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo recebeu mais de 90 por cento dos votos.

A Freedom House diz que as eleições foram sempre manipuladas. A última ida às urnas ficou marcada por intimidações das forças de segurança e bloqueios aos observadores estrangeiros.

A Guiné Equatorial está ainda classificada pela Transparência Internacional como um dos países mais corruptos do mundo.

Os especialistas em democracia da Freedom House dizem que o clã do presidente monopoliza o poder político e económico.