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Há tantas casas vazias no Japão que o governo está a oferecê-las

A população está tão envelhecida no Japão que há mais casas do que residentes. Nas zonas rurais há casas para oferecer.

Há tantas casas vazias no Japão que, para evitar que cidades inteiras desaparecessem, o governo decidiu oferece-las.

Desde 2014, os chamados "bancos akiya" (bancos de casas vagas) ligam pessoas que estão à procura de casa a proprietários de casas vazias.

São sobretudo casas nas províncias ou nas zonas rurais, onde a população está cada vez mais envelhecida. Quase todas precisam de obras por terem estado muito tempo abandonadas.

Cada cidade estabelece as suas próprias condições para atribuir casas. Em Okutama, por exemplo, onde a CNN esteve em reportagem, as obras de reabilitação são subsidiadas para novos residentes. Já aos proprietários são oferecidos até 7780 euros por cem metros quadrados para cederem a suas casas vazias ao banco akira.

Contudo, apenas pessoas com menos de 40 anos ou casais (em que pelo menos um dos elementos tem menos de 50 anos) com um ou mais filhos menores podem receber uma casa em Okutama.

Sem medidas de apoio à fixação da população, esta cidade vai desaparecer. Ao ritmo que a população está a decrescer no país, prevê-se que em 2040 tenham deixado de existir 900 aldeias e cidades japonesas.

Primeiro com o fim da Segunda Guerra Mundial e depois com o boom económico de 1080, o Japão viveu dois períodos de falta de propriedades para habitação que esplotaram a construção de casas em massa, mais baratas.

A maioria era de má qualidade, portanto 85% dos compradores atuais procura casas de construção nova.

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