Internacional

Israel segue exemplo dos EUA e abandona Unesco

Na opinião de Benjamin Netanyahu a Unesco tornou-se "num teatro do absurdo".

Israel decidiu, à semelhança dos Estados Unidos, sair da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Benjamin Netanyahu deu instruções para ao ministro dos Negócios Estrangeiros "para preparar a saída de Israel da organização, paralelamente aos Estados Unidos".

"A decisão do presidente Trump é corajosa e moral, porque a Unesco tornou-se num teatro do absurdo e porque, ao invés de preservar a história, distorce-a", declarou o primeiro-ministro israelita.

Nos últimos anos, a organização aprovou várias resoluções muito criticadas por Israel, nomeadamente textos que omitem a vinculação judaica à denominada Esplanada das Mesquitas de Jerusalém.

Além disso, em julho passado, a Cidade Velha de Hebrón (Palestina) foi incluída entre os 21 novos sítios da Lista de Património Mundial, decisão que levou Israel a anunciar que iria retirar um milhão de dólares na sua contribuição às Nações Unidas, e que os Estados Unidos consideraram "trágica".

Os EUA anunciaram hoje que se retiram do organismo, invocando "preocupações com os atrasos crescentes na UNESCO, a necessidade de uma reforma fundamental da organização e o permanente preconceito anti-Israel".

A decisão dos EUA entrará em vigor no dia 31 de dezembro de 2018 e, após esse período, Washington se tornará "observador permanente" da entidade.

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