Internacional

"L'amour" dá o mote para as comemorações do Dia da França

Todos os anos a França aproveita o desfile do 14 de Julho para homenagear parceiros internacionais. Depois dos Estados Unidos em 2017, este ano Japão e Singapura são os convidados de honra.

O primeiro-ministro japonês Shinzo Abe cancelou a visita europeia. Japão vive a mais grave catástrofe meteorológica, na qual mais de 200 pessoas perderam a vida.

Este ano a capital francesa volta-se para os grandes clássicos e propõe, para celebrar este dia nacional, um espetáculo pirotécnico cuja temática é «o Amor».

Na parada militar desfilam 4315 homens e mulheres, 237 cavalos, 220 veículos, 64 aviões e 29 helicópteros para o desfile mais esperado, na Avenida dos Campos Elísios, em Paris.

Um momento de exposição que perdeu força nacionalista, descreve Hermano Sanches Ruivo, vereador socialista na Câmara de Paris; "já não é tão nacionalista. É obvio que é um momento em que a França expõe".

"A França diz - eis o que nós somos capazes de fazer - os aviões passam por cima e só faltam submarinos no metro", compara o vereador.

Como manda a tradição, todos os anos, são homenageados parceiros internacionais. Depois dos Estados Unidos em 2017, este ano Japão e Singapura são os convidados de honra; "vejamos quantos países são convidados... o sentimento que tenho é que este 14 de Julho que festeja a liberdade e a França como país dos direitos humanos onde a batalha nunca está ganha. É uma forma de dizer - temos este estatuto histórico e preocupação atual", conclui Hermano Sanches Ruivo.

Rosa, vermelho e dourado são as cores que esta noite vão iluminar a Torre Eiffel onde mais de meio milhão de pessoas se vão juntar para o concerto de Paris que termina com o hino A Marselhesa numa versão de Hector Berlioz, segundos antes de se entoarem os primeiros sons de um fogo-de-artifício muito aguardado.

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