Brasil

Lula da Silva aceita ser ministro e consegue imunidade judicial

Fonte da presidência brasileira confirmou que o ex-presidente do Brasil deverá assumir a pasta dos assuntos legislativos.

O antigo presidente brasileiro Lula da Silva aceitou integrar o governo de Dilma Rousseff.

A informação, inicialmente avançada pelo jornal O Globo, foi confirmada por uma fonte da presidência que falou sob anonimato à agência Reuters.

Segundo a mesma fonte, Lula da Silva deverá ficar responsável pela pasta dos assuntos legislativos atualmente ocupada por Ricardo Berzoini, ministro da Secretaria do Governo.

Citado pelo jornal O Globo, o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, disse que a possibilidade de Lula ir para o Governo é real e concreta.

Ao assumir um cargo ministerial, Lula da Silva consegue imunidade judicial depois de o Ministério Público de São Paulo ter pedido a sua prisão preventiva no âmbito de uma investigação sobre a posse de um apartamento de luxo.

De acordo com O Globo, ainda falta uma reunião definitiva com a presidente brasileira mas Lula da Silva já terá informado vários dos seus conselheiros de que pretende aceitar o cargo proposto por Dilma Rousseff.

O jornal O Estado de São Paulo diz que a deliberação da Justiça de São Paulo de transferir para o juiz Sérgio Moro a decisão sobre o pedido de prisão de Lula da Silva, feito pelo Ministério Público estadual, aumentou a probabilidade de o antigo chefe de Estado aceitar o cargo de ministro.

No Governo, o ex-Presidente ganharia prerrogativa de "foro privilegiado", o que significa que, em caso de denúncia, a ação tem de ser julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), saindo da alçada de Moro, considerado implacável com investigados pela 'Operação Lava Jato'.

A procuradoria de São Paulo acusou Lula de Silva de alegado branqueamento de capitais mediante ocultação de património e falsificação de documentos em relação a um apartamento situado na praia de Guarujá, que estava em nome de uma empresa de construção de civil envolvida no escândalo de corrupção da empresa petrolífera estatal brasileira Petrobras.

Os procuradores pediram também prisão preventiva para o ex-Presidente por considerarem que pode interferir na investigação se continuar em liberdade.

A reviravolta no núcleo do Governo é vista também como o último lance para evitar a destituição de Dilma Rousseff da Presidência.