Maduro poderá estar a preparar dissolução da Assembleia Nacional

O alerta foi deixado por Aldo de Santis, assessor da oposição, numa conferência sobre a Venezuela organizada pelo CDS-PP. Assunção Cristas e Nuno Melo colaram os partidos de esquerda ao regime de Nicolás Maduro.

A oposição na Venezuela suspeita que a Assembleia Constituinte, nomeada por Nicolás Maduro, esteja a preparar-se para dissolver a Assembleia Nacional, adversária do presidente no atual braço de ferro.

"Não podemos permitir que uma assembleia constituinte ilegítima nos roube, nos retire o uso legítimo da representação do povo venezuelano, que é a assembleia nacional".

O alerta foi deixado, esta segunda-feira, em Lisboa, por Aldo de Santis, assessor da oposição, que apelou à pressão internacional sobre o regime de Nicolas Maduro, numa conferência sobre a Venezuela, organizada pelo CDS-PP.

Aldo Santis disse ainda acreditar que, ainda durante esta semana, os militares vão permitir a entrada de ajuda humanitária no país.

"Contamos com o apoio das forçar armadas. As forças armadas não são apenas as cúpulas mantidas por Nicolás Maduro. São as chefias intermédias, os soldados, que vão permitir que a ajuda chegue às suas famílias, ao povo".

CDS pede pressão para acabar com "ditadura de extrema-esquerda sanguinária"

Na Conferência sobre a Venezuela organizada pelo CDS, tanto a líder, Assunção Cristas, como Nuno Melo, número um do partido nas Europeias, colaram os partidos de esquerda ao regime de Nicolás Maduro, apelando a uma penalização na hora do voto.

Assunção Cristas, defendeu ainda que o Governo português deve continuar a fazer "pressão" para conseguir eleições livres na Venezuela e acabar com a "ditadura de extrema-esquerda sanguinária" de Nicolas Maduro.

"Gostaríamos que [o processo de transição] fosse rapidamente abreviado para acabar com esta ditadura de extrema-esquerda sanguinária que se apoderou da Venezuela", afirmou Assunção Cristas.

Sem a excluir liminarmente uma intervenção externa, que vê como "último recurso", a líder dos centristas afirmou aos jornalistas ser este o momento da diplomacia e que "o mais premente é garantir apoio humanitário e que se consegue" que sejam "organizadas eleições livres e democráticas".

A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de janeiro, quando o líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou Presidente da República interino e declarou que assumia os poderes executivos de Nicolás Maduro.

Guaidó, 35 anos, contou de imediato com o apoio dos Estados Unidos e prometeu formar um governo de transição e organizar eleições livres.

Nicolás Maduro, 56 anos, no poder desde 2013, recusou o desafio de Guaidó e denunciou a iniciativa do presidente do parlamento como uma tentativa de golpe de Estado liderada pelos Estados Unidos.

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