Jornada Mundial da Juventude

Papa pode mesmo voltar a Portugal em 2022. Viagem de Marcelo ao Panamá é mais um sinal?

Deslocação do chefe de Estado ao país da América Central pode ter como objetivo a "passagem do testemunho" da organização para as mãos portuguesas.

A deslocação de Marcelo Rebelo de Sousa ao Panamá, entre 24 e 28 de janeiro, para participar na 34.ª Jornada Mundial da Juventude é mais um sinal que vem confirmar uma das notícias que marcou o início do mês de dezembro: a próxima edição do evento, em 2022, será realizada em Portugal.

O Parlamento autorizou esta sexta-feira a deslocação do Chefe de Estado português ao encontro, que vai contar com a presença do Papa Francisco, e na qual pode acontecer a passagem de testemunho dos panamianos aos portugueses. A deslocação de Marcelo Rebelo de Sousa ao evento, a convite do homólogo Juan Carlos Varela, pode dever-se a esse acontecimento, que foi avançado a 1 de dezembro de 2018 pelo site religionline.

Um evento que move milhões

A Jornada Mundial da Juventude é um evento instituído pelo papa João Paulo II, que se realizou pela primeira vez em 1986, em Roma, e que se repete a cada dois ou três anos, numa cidade diferente do mundo.

No início de dezembro, o Presidente da República comentou a possibilidade de a Jornada Mundial da Juventude de 2022 se realizar em Portugal, considerando que "seria uma magnífica notícia", mas ressalvou que era necessário aguardar pela palavra do Papa Francisco.

"A palavra é do Papa Francisco e ele não a dará antes do Panamá, antes das Jornadas de janeiro, vamos esperar", declarou o chefe de Estado aos jornalistas.

O Papa Francisco esteve em Portugal em visita apostólica entre 12 e 13 de maio de 2017, por ocasião do centenário de Fátima.

Essa visita constituiu um momento especial para Marcelo Rebelo de Sousa, que se juntou à celebração religiosa como Presidente da República e "como peregrino" católico, conforme disse na altura.

O assentimento da Assembleia da República às deslocações do chefe de Estado é uma formalidade imposta pela Constituição, que estabelece que o Presidente da República não pode ausentar-se do território nacional sem autorização do parlamento.

Frequentemente, as datas das deslocações oficiais que são aprovadas pelos deputados incluem, por segurança, um ou dois dias a mais do que o período efetivo da visita.

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