Grandes partidos franceses suspendem campanha eleitoral para Europeias

A tragédia em Notre-Dame levou os políticos franceses a travarem o clima de pré-campanha para as eleições Europeias.

Os principais partidos franceses anunciaram, esta terça-feira, que suspendem a campanha eleitoral para as europeias de maio devido ao incêndio da catedral de Notre-Dame, que causou grande comoção no país.

A candidata da maioria governamental e ex-secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Nathalie Loiseau, assinalou na rede social Twitter que a campanha é suspensa "até nova ordem".

A cabeça de lista do movimento ligado ao partido República em Marcha do presidente Emmanuel Macron, Renascimento, ao qual as sondagens atribuem a primeira posição, justificou a decisão com o facto de se viver "um momento de profunda tristeza".

"A lista Renascimento junta-se naturalmente a este momento de união nacional", adiantou.

Na mesma linha, o eurodeputado e dirigente da Frente Nacional, Nicolas Bay, informou em conferência de imprensa que já tinha sido convocada que o partido de extrema-direita vai ter "24 horas de trégua no combate político e na campanha eleitoral".

A "dor por uma joia do património nacional" francês explica a decisão, disse Bay.

Por sua vez os Republicanos, o maior partido da direita francesa, anularam um comício previsto para hoje em Nimes, no qual deveria intervir o "número um" da lista para as europeias, François-Xavier Bellamy, e o presidente Laurent Wauquiez, assim como um encontro com leitores do jornal local Le Midi Libre.

O incêndio que deflagrou na segunda-feira à tarde na catedral de Notre-Dame de Paris demorou cerca de 15 horas até ser extinto e destruiu parcialmente um dos edifícios icónicos da capital francesa.

A tragédia de Notre-Dame gerou mensagens de pesar e de solidariedade de chefes de Estado e de Governo de vários países, incluindo Portugal, bem como do Vaticano e da ONU.

Macron prometeu que a catedral do século XII será reconstruída.

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