"O acordo morreu." Portugal já se prepara para um Brexit desordenado

Ministro dos Negócios Estrangeiros assegura que os direitos dos cidadãos britânicos em Portugal vão ser salvaguardados.

"O acordo [do Brexit] morreu." As palavras são do ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, que explicou, esta terça-feira, à TSF, que o plano de contingência para uma saída desordenada do Reino Unido da União Europeia ganha cada vez mais força.

"A primeira constatação é que o acordo morreu. A segunda constatação é que, por isso mesmo, temos de continuar preparados para todos os cenários, sendo certo que hoje é mais provável do que era ontem o cenário de uma saída sem acordo. Continuamos a intensificar a preparação - seja a nível europeu, seja a nível nacional - para o cenário de uma saída sem acordo do Reino Unido da União Europeia", reconhece o chefe da diplomacia portuguesa.

Perante o chumbo do documento, esta tarde, na Câmara dos Comuns, Augusto Santos Silva reconhece que o plano de contingência ganha agora um novo fôlego.

"Aquilo que depende de uma lei, e que é decisão da Assembleia da República, já está na Assembleia sob a forma de uma proposta de lei e já está, segundo o meu conhecimento, agendado. As audições nas respetivas comissões parlamentares estão marcadas e a discussão em plenário também, para que possamos ter legislação nossa que garanta aos cidadãos britânicos residentes em Portugal todos os direitos. Isso é muito importante, até porque sabemos que haverá uma correspondência do lado britânico. Portanto, a melhor forma de assegurar os direitos dos portugueses residentes no Reino Unido é nós, dentro das nossas esferas de competência, assegurarmos os direitos dos cidadãos britânicos residentes em Portugal", explicou Augusto Santos Silva.

A Câmara dos Comuns chumbou, esta terça-feira, o novo acordo do Brexit, com 242 votos a favor e 391 contra. Uma diferença de 149 votos. Perante este chumbo, May quer agora saber, já esta quarta-feira, se os deputados aceitam um Brexit sem acordo.

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