Joseph Barboza

O assassino mais temido da máfia era português. A sua vida vai dar um filme

A vida do português que se tornou uma figura mítica no clã de Boston da máfia italiana vai ser adaptada ao cinema.

Joseph Barboza costumava gabar-se de ter matado dezenas de homens. Só assim conseguiu ser o primeiro português a juntar-se à La Cosa Nostra, uma honra reservada a sicilianos.

A violência de Joseph ficou para a história dos EUA. Era o The Animal (o animal) e The Wild Thing (a coisa selvagem), um dos mais célebres assassinos da máfia.

A sua vida foi retratada pela jornalista Casey Sherman no livro "Animal: The Bloody Rise and Fall of the Mob's Most Feared Assassin" (Animal: a sangrenta ascensão e queda do assassino mais temido da Máfia), cujos direitos a 20th Century Fox comprou este verão com intenção de produzir um filme.

Conta o Diário de Notícias que Joe Barboza era filho de José Barbosa, um lisboeta que emigrou para New Bedford no início dos anos 1920, e de Palmeda Camila Barbosa, costureira numa fábrica de têxteis.

Depois de uma infância conturbada meteu-se nos primeiros problemas com a lei aos 17 anos. Foi detido num reformatório, depois preso. Até 1958 Barboza Jr. andou sucessivamente dentro e fora da prisão por diversos crimes.

Entre o boxe e o tráfico, a fama de violência precedia-o. Acabou por chamar a atenção de Raymond Patriarca, líder da máfia de Boston, que o contratou para matar, primeiro os seus inimigos, depois antigos membros do seu grupo.

Traído pelos italianos e detido, Joseph Barboza fez um acordo com a polícia. Tornou-se informador e acabou por testemunhar em tribunal contra Raymond Patriarca.

Confessou-se culpado de homicídio em segundo grau mas consegui negociar uma pena de cinco anos. Saiu em liberdade condicional em 1975 e um ano depois foi morto à queima-roupa quando saía do seu apartamento em São Francisco. O seu assassino nunca foi apanhado.

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