Brasil

Pacaraima, a cidade transformada com chegada de milhares de venezuelanos

ONU prepara centros de acolhimento no Brasil. Há seis anos que Pacaraima não tinha um homicídio. Este ano já foram quatro.

A pequena cidade de Pacaraima, no estado de Roraima, no extremo Norte do Brasil, já não sabe o que fazer a tantos venezuelanos que atravessam a fronteira. Esta é uma das prefeituras da zona preocupadas com o enorme fluxo de imigrantes ou refugiados (a que o Governo de Nicolás Maduro recusa chamar refugiados).

O representante da prefeitura, Mário Medeiros, conta à TSF que em seis meses a população passou de 16 mil para 25 mil pessoas, uma mudança radical numa pequena cidade.

Quem vive em Pacaraima garante que esta não tem recursos e estruturas de saúde ou educação e comércio para tantos venezuelanos, pelo que já pediram ajuda ao Governo e às Nações Unidas e à Organização Internacional das Migrações que estão a preparar a instalação de abrigos provisórios para quem anda nas ruas sem sítio onde ficar.

Está em curso a preparação da chegada de ajuda humanitária, sobretudo na forma de "abrigo provisório" ou "casa de passagem" para quem quer entrar no Brasil.

Ainda sem estes apoios, a adaptação de Pacaraima tem sido difícil e Mário Medeiros recorda que há seis anos que não assistiam a um único homicídio. No último meio ano aconteceram quatro, três praticados por venezuelanos.

Sem trabalho para todos os que atravessam a fronteira, a prefeitura explica que muitos vivem na rua ou caem "na delinquência ou prostituição".

Mário Medeiros sublinha que o pior é que há muito mais venezuelanos do outro lado da fronteira a tentar chegar ao Brasil, fazendo centenas ou mesmo mais de mil quilómetros para chegar a Pacaraima.

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