França

Paris anuncia "meios excecionais" para protestos dos coletes amarelos no sábado

O executivo francês teme novos confrontos na manifestação do movimento que luta contra o aumento dos impostos nos combustíveis.

O Governo francês anunciou hoje que serão mobilizados "meios excecionais", além de 65.000 polícias e outros membros das forças de segurança, no país no sábado para o quarto grande dia de manifestações dos chamados "coletes amarelos".

O primeiro-ministro, Édouard Philippe, que falava no Senado, renovou ainda o apelo aos "coletes amarelos" para não se manifestarem em Paris.

O chefe do Governo disse que o apelo não pretende "proibi-los de se exprimirem", mas "evitar que caiam na armadilha dos arruaceiros", depois de o executivo ter já admitido que teme "uma grande violência" no sábado, na sequência do que aconteceu no último fim de semana.

Mais de 400 pessoas foram detidas nos protestos dos "coletes amarelos", que incluíram cenas de guerrilha urbana em Paris.

O primeiro-ministro não deu pormenores sobre os "meios excecionais", mas prometeu que o Governo continuará "a mostrar a máxima firmeza" e lutará "contra o ódio e a violência".

Philippe saudou ainda "todos os que lançaram" apelos à calma.

Há três semanas que os franceses saem à rua, bloqueando rotundas e autoestradas do país, primeiro para exigir a suspensão de um novo imposto sobre os combustíveis, mas depois também para denunciar o empobrecimento.

Quatro pessoas morreram e centenas ficaram feridas desde o início das manifestações, em 17 de novembro.

Na terça-feira, o governo francês anunciou a suspensão de um aumento nas taxas de combustível numa tentativa de apaziguamento que poderá não ter desmobilizado o movimento dos "coletes amarelos".

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