Deputados aprovam adiamento do Brexit, mas chumbam segundo referendo

Depois das votações de ontem, que rejeitavam um Brexit sem acordo, deputados decidem que não querem uma segunda consulta popular sobre a saída da União Europeia, mas aprovam um pedido de adiamento do Brexit.

Os deputados britânicos aprovaram o adiamento do Brexit, caso não se chegue a um acordo, com uma votação de 412 a favor para 202 contra. A moção do Governo que pedia a extensão do artigo 50.º passou no Parlamento, o que significa que o Reino Unido vai solicitar um adiamento do Brexit à União Europeia.

Esta decisão permite uma de duas opções: uma extensão curta de três meses ou um prolongamento maior.

O adiamento só acontece se os Estados-membros da União Europeia aceitarem e se o pedido for analisado no Conselho Europeu em Bruxelas de 21 e 22 de março, o qual incluiu na agenda discutir os últimos desenvolvimentos sobre o Brexit.

No início da votação, a Câmara dos Comuns rejeitou a possibilidade de adiamento da saída do Reino Unido da União Europeia para que se realizasse um segundo referendo. A moção obteve 85 votos a favor e 334 contra.

A moção votada esta quinta-feira pedia um "prolongamento do período do artigo 50 [do Tratado de Lisboa] no Conselho Europeu de março de 2019, suficiente para efeitos de legislação e realização de uma votação pública em que o povo do Reino Unido possa dar consentimento à saída da UE em termos a determinar pelo Parlamento ou a manter o Reino Unido como membro da UE".

O objetivo do Governo era que fosse aprovado um adiamento até 20 de março, no cenário de existir um acordo para a saída, com o intuito de o Reino Unido já não participar nas eleições Europeias.

Além da rejeição de um novo referendo, a Câmara dos Comuns chumbou ainda, por três votos de diferença, o adiamento do Brexit para 30 de junho. Já na quarta-feira, os deputados tinham dito 'não' à mudança de data para 22 de maio.

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