Pedidos de referendo em França, Itália, Holanda e Dinamarca

Marine Le Penn pediu hoje a realização de um referendo semelhante ao do Reino Unido em França, na sequência do resultado do referendo britânico. Na Holanda, Dinamarca e Itália a cena repete-se.

A líder da extrema-direita francesa, Marine Le Penn, pediu hoje a realização de um referendo semelhante ao do Reino Unido em França, na sequência do resultado favorável ao abandono dos britânicos da União Europeia.

"A vitória da liberdade! Como eu pedi há anos, deve-se fazer o mesmo referendo em França e nos países da UE", escreveu a presidente da Frente Nacional (FN) na sua conta no Twitter.

Os eleitores britânicos decidiram que o Reino Unido vai sair da União Europeia no referendo de quinta-feira, indicam os dados conhecidos até agora, quando faltam apurar quatro círculos eleitorais que já não podem mudar o resultado.

Holanda e Itália: mais partidos a querer a saída

Também o deputado holandês Geert Wilders, líder do partido islamófobo Partido para a Liberdade, instou a Holanda a realizar um referendo sobre a saída da União Europeia, depois de o Reino Unido ter votado a favor do 'brexit'.

"Os holandeses merecem ter também um referendo. O Partido para a Liberdade exige, consequentemente, um referendo ao 'NExit', uma saída holandesa da União Europeia", disse Wilders, em comunicado, referindo-se ao nome holandês do país, "Nederland".

Já em Itália, o primeiro-ministro Renzi já veio deixar claro que não aceita a proposta da direita populista para que venha também um referendo.

PM dinamarquês também recusa referendo

Os ultranacionalistas dinamarqueses, aliados do Governo liberal minoritário, congratularam-se hoje com a vitória da saída do Reino Unido da União Europeia (UE) no referendo de quinta-feira, enquanto o quarto maior partido, à esquerda, pediu uma consulta semelhante.

"Felicidades para os britânicos, tomaram a sua decisão. A conclusão é clara: a UE subestimou completamente o ceticismo das pessoas. Tirou demasiado poder aos estados e agora pagará o preço", afirmou na rede social Facebook o líder do ultranacionalista Partido Popular Dinamarquês, Kristian Thulesen Dahl.

Dahl tinha afirmado acreditar que a União e os britânicos assinariam uma nova forma de acordo e que isso seria interessante para a Dinamarca, reclamando uma consulta popular aos dinamarqueses sobre essa possibilidade.

À esquerda, a Lista Unitária, quarta força parlamentar no parlamento, pediu hoje um referendo sobre a permanência na UE, avançando mesmo com uma data: 05 de junho de 2017, coincidindo com o Dia da Constituição na Dinamarca.

"Um referendo é a única consequência correta do resultado britânico, mas claro que deve haver tempo suficiente para o debate", declarou a porta-voz da Lista Unitária, Pernille Skipper.

O primeiro-ministro dinamarquês, o liberal Lars Rasmussen, rejeitou a proposta de convocar uma consulta desse tipo.

"Pertencemos à UE. Não trabalho com a ideia de referendar essa questão fundamental", afirmou hoje.

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