Espanha

Pedro Sánchez pondera marcar eleições antecipadas para 14 de abril

Este domingo, milhares de espanhóis saíram à rua para exigir eleições antecipadas.

O primeiro-ministro espanhol está a considerar convocar eleições para o dia 14 de abril, apenas um mês e meio antes das eleições europeias, municipais e regionais de 26 de maio, avança o jornal La Vanguardia, citando a agência EFE.

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De acordo com o site do La Vanguardia, esta possibilidade surge num cenário de incerteza devido à aprovação dos orçamentos gerais do Estado de 2019, cujas emendas são debatidas a partir desta terça-feira no Congresso e de um claro distanciamento do Executivo com os partidos separatistas catalães.

Este domingo, milhares de espanhóis saíram à rua para exigir eleições antecipadas.

No manifesto da concentração, intitulado "Por uma Espanha unida eleições já!", lido aos manifestantes, os partidos de direita acusam o governo do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) de "humilhação do Estado sem precedentes" e argumentam que os espanhóis "não estão dispostos a tolerar mais traições ou concessões".

"Nenhum governo está legitimado para negociar a soberania nacional", frisam.

O líder do Partido Popular (PP), Pablo Casado, afirmou à chegada ao protesto a sua oposição à política de diálogo com a Catalunha e assegurou que "o tempo de Sánchez acabou".

Albert Rivera, líder do Ciudadanos (Cs), assegurou que Pedro Sánchez "vai ter de ouvir" as palavras dos manifestantes, caso contrário, apelou, "terão de organizar-se mais manifestações".

E Santiago Abascal, líder do Vox, qualificou o Governo de Madrid de "ilegítimo e mentiroso", acusando de "traição" e de ser "apoiado pelos inimigos de Espanha, da ordem constitucional e da convivência entre espanhóis", referindo-se aos independentistas.

O PP, o Ciudadanos e o Vox, que se aliaram recentemente para governar a região da Andaluzia (sul), surgem nas sondagens em condições de formar uma maioria a nível nacional.

Pedro Sánchez é primeiro-ministro de Espanha desde junho do ano passado, depois da aprovação da moção de censura ao governo de Mariano Rajoy, em 1 de junho de 2018.

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