Internacional

Polícias tiram selfies ao lado do criminoso mais procurado do Brasil

Agentes partilharam nas redes sociais fotografias com o chefe do narcotráfico na Rocinha, a maior favela do Rio de Janeiro.

Rogério Avelino de Souza, conhecido como Rogério 157, o criminoso mais mediático do Brasil e causador da chamada Guerra Civil na Favela da Rocinha, foi detido esta quarta-feira no Rio de Janeiro.

A operação envolveu quase três mil agentes agentes da polícia e militares das forças armadas após um cerco de perto de três meses. Dois supostos narcotraficantes morreram.

Horas depois, porém, surgiram selfies do traficante, nalguns casos de sorriso aberto no rosto, ao lado de agentes, também sorridentes.

A polícia decidiu abrir um inquérito interno aos polícias em causa, que espalharam as fotos pelas respetivas redes sociais, no sentido de apurar se houve conduta irregular e motivo para punição disciplinar.

O secretário de segurança do Rio, no entanto, desdramatizou o caso, dizendo que o comportamento partiu "de uma euforia compreensível" dos agentes após tanto tempo de busca e tendo em conta a mediatização do caso.

O delegado Gabriel Ferrando, que comandou as investigações que levaram à captura, concordou, ao afirmar que "os polícias estavam numa explosão comemorativa" mas admitiu, entretanto, que "todos os excessos devem ser corrigidos pela corregedoria da polícia civil".

A prisão de Rogério 157 ocorre após uma disputa sangrenta pelo controle da maior favela carioca, com 20 mortos e 14 feridos, recolher obrigatório decretado pelos traficantes e escolas, postos de saúde e outros serviços a funcionarem a meio gás.

O grupo do traficante matou três homens de confiança de Nem, o anterior líder do tráfico na região hoje detido em prisão de segurança máxima, e enfrentou durante três meses os apoiantes do ex-chefe, além do exército e das forças polícias.

Foi encontrado escondido, debaixo de um cobertor, na casa de uma senhora numa favela a quilómetros da Rocinha.

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