Jerusalém

"Por estas decisões deploráveis, os EUA minam todos os esforços de paz"

O Presidente da Autoridade Palestiniana defende que os Estados Unidos perderam condições para intermediar o processo de paz.

Mahmoud Abbas afirmou que os EUA deixaram de poder desempenhar o seu papel histórico de intermediário nas negociações de paz com os palestinianos, depois de Donald Trump reconhecer Jerusalém como capital de Israel.

"Por estas decisões deploráveis, os EUA minam deliberadamente todos os esforços de paz e proclamam que abandonam o papel de patrocinador do processo de paz que têm desempenhado nas últimas décadas", acrescentou, em declarações na televisão palestiniana.

O anúncio feito por Donald Trump representa uma rotura com décadas de neutralidade da diplomacia norte-americana na questão israelo-palestiniana.

Trump também anunciou que vai dar ordens ao Departamento de Estado para mudar a embaixada dos EUA de Telavive para Jerusalém.

No seu discurso, o Presidente dos EUA disse que continua a defender uma solução de "dois Estados" naquela região - Palestina e Israel - e disse que "tudo fará para promover uma solução pacífica".

Trump apelou à "calma" e à "tolerância" na sequência do seu anúncio, e indicou que o seu vice-presidente, Mike Pence, se desloca ao Médio Oriente "nos próximos dias".

Os Estados Unidos transformam-se assim no único país do mundo a reconhecer Jerusalém como capital de Israel.

Israel considera a Cidade Santa a sua capital "eterna e reunificada", mas os palestinianos defendem pelo contrário que Jerusalém-leste deve ser a capital do Estado palestiniano ao qual aspiram, num dos principais diferendos que opõem as duas partes em conflito.

Os países com representação diplomática em Israel têm as embaixadas em Telavive, em conformidade com o princípio, consagrado em resoluções das Nações Unidas, de que o estatuto de Jerusalém deve ser definido em negociações entre israelitas e palestinianos.

  COMENTÁRIOS