Serviços secretos detêm presidente do parlamento venezuelano e libertam-no pouco depois

Líder da oposição Venezuela mostrou-se disponível para assumir a Presidência da Venezuela, após o parlamento considerar o mandato de Nicolás Maduro como ilegítimo. Governo já afastou elementos que detiveram Juan Guaidó.

O presidente do parlamento venezuelano e líder da oposição foi detido pelos serviços secretos da Venezuela (Serviço Secreto Bolivariano de Informações - Sebin) e libertado pouco tempo depois.

Juan Guaidó dirigia-se a uma reunião política fora de Caracas quando foi travado pelas autoridades. A denúncia da detenção foi feita pela mulher do líder da oposição, Fabiana Rosales, através do Twitter. "Denuncio: Sebin detém Juan Guaidó", escreveu na rede social.

Também no Twitter oficial de Juan Guaidó surgiu uma mensagem a confirmar a mesma informação, mas dando conta de que o presidente da Assembleia Nacional venezuelana estaria desaparecido.

Cerca de uma hora depois, e de acordo com a Reuters que cita fontes oficiais, Juan Guaidó foi libertado. A informação viria a ser confirmada algumas horas depois pela mulher.

"Agradeço todas as reações imediatas de apoio face a esta violação cometida pela ditadura dos direitos do meu marido. Já estou com ele e vamos à reunião pública", escreveu Fabiana Rosales no Twitter.

"Já estou na minha terra Natal, no meu estado de Vargas. O regime quis prender-me, mas nada nem ninguém nos vai parar. Seguimos em frente pela nossa Venezuela", escreveu o líder da oposição na rede social, juntamente com uma fotografia rodeado de centenas de pessoas.

O líder da oposição disse, na passada sexta-feira, que estava disposto a assumir a Presidência da Venezuela, numa altura em que o parlamento considerou que o segundo mandato de Nicolás Maduro é ilegítimo.

Governo fala em "procedimento irregular"

O Executivo da Venezuela ordenou que os agentes dos serviços secretos que detiveram o líder da oposição seja destituídos.

"Queremos informar todo povo da Venezuela que estes funcionários estão neste momento sendo destituídos e submetidos a um procedimento disciplinar mais estrito", afirmou o ministro venezuelano de Comunicação e Informação, Jorge Rodríguez. O governante acredita que a prisão de Juan Guaidó deve ser vista como um "procedimento irregular".

O ministro explicou ainda que estes "funcionários atuaram de maneira irregular" e considera que se sujeitaram a "um show", utilizado pela oposição para atacar o governo de Nicolás Maduro.

(Notícia atualizada às 20h37)

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