Primeira-ministra da Escócia quer novo referendo à independência do país

O Governo escocês vai propor um novo referendo sobre a independência do país até 2021, numa altura em que está em rota de colisão com o executivo de Theresa May, sobretudo devido ao impasse no Brexit.

"Vamos apresentar em breve um projeto de lei que determina as regras de qualquer referendo relevante para a atualidade ou o futuro, que seja da competência do parlamento escocês", afirmou Nicola Sturgeon, líder do Partido Nacional Escocês (SPN) no parlamento de Edimburgo.

O Governo escocês vai apresentar "em breve" um projeto de lei para organizar até 2021 um novo referendo sobre a independência da Escócia, disse hoje a primeira-ministra Nicola Sturgeon.

Segundo acrescentou, a primeira-ministra espera que o texto seja aprovado até ao final deste ano.

Os escoceses já se pronunciaram sobre a independência da nação em setembro de 2014, tendo o "não" vencido por 55%.

Mas o SNP não desistiu do objetivo, que foi alavancado pelo resultado do referendo sobre o 'Brexit', em junho de 2016.

Em resposta ao desejo do executivo escocês, um porta-voz da primeira-ministra Theresa May, citado pela Reuters, sublinha que o resultado do referendo realizado em 2014 "deve ser respeitado".

A Escócia votou, na altura, contra o 'Brexit' (62% dos escoceses disseram "não"), contrariamente ao Reino Unido, em que 52% optaram pelo "sim".

Para convencer os escoceses a rejeitar a independência em 2014, os ativistas da manutenção da situação usaram o argumento do risco de a separação do Reino Unido arrastar uma separação também da União Europeia.

"Uma escolha entre o 'Brexit' e um futuro para a Escócia como nação independente europeia deverá ser proposta durante o mandato atual do parlamento", afirmou Sturgeon na semana passada.

A primeira-ministra acrescentou que o seu Governo quer "dar aos cidadãos uma escolha em matéria de independência" antes das próximas eleições, em maio de 2021.

Nos últimos anos, Nicola Sturgeon pediu aos seus apoiantes para esperarem uma mudança em relação ao 'Brexit' antes de considerar um novo referendo.

A dirigente falou duas semanas após Bruxelas ter aceitado um novo adiamento da data do 'Brexit' para 31 de outubro a fim de procurar uma solução para o impasse político atual no parlamento de Westminster, que tem sido incapaz de chegar a acordo sobre a forma de sair da União Europeia.

"Fizemos todos os possíveis para evitar a crise do 'Brexit' no conjunto do Reino Unido", assegurou a primeira-ministra, acrescentando que lamenta que o Governo britânico "não sirva os interesses da Escócia".

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