Primeira-ministra escocesa quer "proteger o lugar" do país na UE

Nicola Sturgeon vai procurar entrar em conversações diretas com as instituições europeias. Referendo sobre independência é forte possibilidade.

O Governo escocês reclama discussões imediatas com Bruxelas para "proteger o seu lugar na União Europeia" depois da saída do Reino Unido, declarou hoje a primeira-ministra Nicola Sturgeon, após uma reunião de urgência em Edimburgo.

O executivo escocês vai também preparar desde já o quadro legislativo que permita a realização de um segundo referendo sobre a independência desta região semi-autónoma do Reino Unido, acrescentou Sturgeon.

A primeira-ministra escocesa não assegura ainda que haja uma segunda consulta aos eleitores escoceses sobre a independência, mas insiste que a questão "está claramente em cima da mesa". Nicola Sturgeon vai mesmo preparar legislação "para garantir que essa opção é viável, no tempo certo".

Em 2014, a independência escocesa foi rejeitada por 55% dos eleitores.

Sturgeon vai também criar nos próximos dias um painel de conselheiros. E volta a dar garantias aos cidadãos europeus que vivem na Escócia.

Ao contrário da generalidade das regiões britânicas, os resultados da votação na Escócia sobre a saída do Reino Unido foram amplamente favoráveis à permanência (62% contra 38%).

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