Internacional

Primeiro-ministro esloveno demite-se acusado de interferência em referendo

Referendo aprovou o o plano governamental de construir 27 quilómetros de ferrovia, a ligar o porto de Kopper, no Mar Adriático, com a plataforma multimodal de transportes em Divaca, nas proximidades da fronteira com a Itália.

O primeiro-ministro da Eslovénia anunciou a sua demissão, depois de o Supremo Tribunal ter anulado o referendo realizado no ano passado sobre um importante projeto ferroviário e ter mandado repetir a votação.

Miro Cerar disse que enviou a sua carta de demissão ao parlamento e que na quinta-feira vai notificar formalmente o presidente.

A decisão significa a antecipação em alguns meses das eleições legislativas eslovenas, que deveriam ocorrer normalmente no início de junho.

Na ocasião, Cerar elogiou o desempenho do seu Governo de centro-esquerda.

"Durante o meu mandato, acabou a crise económica. A Eslovénia tem um crescimento económico estável, o terceiro mais forte na União Europeia", especificou, acrescentando: "Temos a taxa de desemprego mais baixa desde 2009".

O Supremo Tribunal esloveno decidiu ao início de quarta-feira que o apoio do Governo ao projeto durante a campanha do referendo foi enviesado e pode ter interferido com o resultado da votação.

O referendo, feito em setembro, aprovou o plano governamental de construir 27 quilómetros de ferrovia, a ligar o porto de Kopper, no Mar Adriático, com a plataforma multimodal de transportes em Divaca, nas proximidades da fronteira com a Itália.

A data para o novo referendo ainda não foi fixada.