"Sou responsável pela gestão." Francisco George apela a donativos para Moçambique

Ex-diretor-geral da Saúde recorda que é "preciso voltar a reunir as famílias" e, para isso, a Cruz Vermelha já enviou uma especialista.

Francisco George admite que, nesta altura, muitos portugueses tenham reticências em doar dinheiro para tragédias e, por isso, o presidente da Cruz Vermelha apela à solidariedade, mas compromete-se pessoalmente com a gestão dos donativos.

"Em nome do interesse nacional, da cooperação e de todos nós, apelo para as portuguesas e os portugueses fazem donativos através do multibanco do 20999 e com a referência 999 999 999. Eu sou responsável pela gestão desse montante", começa por ressalvar o ex-diretor-geral da Saúde.

A Cruz Vermelha já depositou cinco mil euros e Francisco George promete que a gestão dos donativos pode ser acompanhada no site da instituição. A caminho de Moçambique vai entretanto uma especialista no reencontro de famílias em cenário de catástrofe, com "meios muito modernos". "É preciso voltar a reunir as famílias", alerta.

O levantamento dos estragos está longe de ser feito, mas Francisco George decidiu fazer apelar à solidariedade dos portugueses depois de falar com o presidente da Cruz Vermelha de Moçambique.

"A situação é de tragédia. Milhares de famílias sem teto, refugiadas, uns em pontos mais altos, outros terão desaparecido, outros morreram. As habitações mais frágeis foram todas destruídas total ou parcialmente pela força dos ventos que atingiu os 200 km/h mas as inundações também representam um grande risco e estamos todos muito preocupados", reforçou o Francisco George.

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