EUA

"Vamos ver o que acontece." Trump não desmente ameaça de saída da NATO

O presidente norte-americano terá ameaçado retirar os EUA da NATO, se os aliados não duplicassem gastos com Defesa. A ameaça não foi confirmada nem desmentida por Trump.

Donald Trump afirmou que os Estados Unidos da América (EUA) irão manter-se no projeto da aliança atlântica, desde que os países aliados cumpram as suas obrigações financeiras e aumentem as despesas com a Defesa para 2% do seu PIB até ao ano de 2024.

Esta manhã, dois oficiais da NATO avançaram a informação de que o presidente norte-americano tinha ameaçado retirar os EUA da organização, tendo sido, de seguida, convocada uma reunião de emergência para discutir o assunto.

Momentos depois, Donald Trump falou publicamente, em conferência de imprensa, e afirmou que acredita na NATO.

Questionado pelos jornalistas sobre a ameaça de abandonar a NATO, Trump respondeu que "provavelmente" pode tomar essa decisão sem consultar o congresso, mas que, para já, isso é "desnecessário".

Donald Trump afirmou que, no início da cimeira, que começou na quarta-feira em Bruxelas, estava "muito infeliz", porque os Estados Unidos estavam "a ser tratados de forma injusta", mas que os restantes Estados aceitaram aumentar as suas despesas militares e, por isso, não irá tomar nenhuma medida. "Todos me agradeceram", revelou.

"Depois de atingirmos os 2% [do PIB, em despesas militares] vamos começar a falar sobre subir ainda mais os gastos", disse. "Vamos ver o que acontece".

O presidente norte-americano voltou a sublinhar que "não gosta" da questão do acordo energético entre a Alemanha e a Rússia, mas indicou que a líder alemã concordou em "fazer melhor do que o que está a ser feito" e frisou que tem "uma relação muito boa com Angela Merkel".

"Tenho muito respeito pela Alemanha, o meu pai é alemão e ambos os meus pais são da União Europeia, apesar de ela não nos tratar bem em termos de comércio", atirou Trump.

Donald Trump concluiu que a NATO "está muito mais forte do que há dois dias", antes do início da cimeira da organização, e que é "um forte aliado".

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