EUA

Trump só vai negociar imigração se governo federal reabrir

A Casa Branca informou este sábado que o Presidente dos Estados Unidos só negociará questões de imigração, como é exigido pela oposição, se o governo federal voltar a funcionar em pleno.

"O Presidente não negociará sobre uma reforma migratória até que os democratas deixem de fazer jogos e reabram o governo", disse a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders.

O governo federal norte-americano está paralisado parcialmente desde a meia-noite, situação conhecida como shutdown, devido à falta de um acordo, na sexta-feira, entre republicanos e democratas no Senado (câmara alta do Congresso) sobre uma proposta de orçamento provisório que manteria os serviços a funcionar.

Antes, a proposta orçamental republicana tinha sido aprovada na quinta-feira pela Câmara dos Representantes (câmara baixa do Congresso). A proposta em questão permitia financiar o governo federal até 16 de fevereiro e prolongar o prazo de negociação entre republicanos e democratas.

Este bloqueio acontece no primeiro aniversário da posse de Donald Trump e numa altura que o Partido Republicano controla as duas câmaras.

O chefe de Estado norte-americano, precisou a porta-voz, está a ser informado da situação em permanência pelos membros da administração e do Congresso. Está prevista para hoje uma reunião das duas câmaras do Congresso para tentar encontrar uma solução.

Trump falou hoje com o presidente da Câmara dos Representantes, o republicano Paul Ryan, e com o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell.

"Estamos empenhados em garantir que o povo americano esteja protegido, especialmente as nossas grandes forças armadas e as crianças mais vulneráveis", acrescentou a porta-voz.

Estas declarações de Sarah Sanders foram feitas algumas horas depois de Trump ter acusado o Partido Democrata de provocar a paralisação parcial dos serviços do governo federal.

Os democratas condicionaram o apoio ao projeto orçamental à regularização de cerca de 800 mil jovens indocumentados, conhecidos como "dreamers" ("sonhadores" na tradução em português), que chegaram aos Estados Unidos ainda crianças.

Em outubro de 2013, durante a Presidência de Barack Obama, um bloqueio orçamental levou a 16 dias de paralisação da maior parte dos serviços públicos nos Estados Unidos.

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