Supertufão Mangkhut

O vento e um som "nunca" ouvido. Mangkhut faz quinze feridos em Macau

Super tufão representa está a afastar-se do território.

Um novo balanço provisório das autoridades de Macau aumentou de 13 para 15 o número de feridos em resultado da passagem do tufão Mangkhut, que este domingo se afasta gradualmente do território e regista uma diminuição na intensidade dos ventos.

No momento em que foi reduzido de 10 para 8 o alerta de tempestade tropical, o Centro de Operações da Proteção Civil (OPC) informou que se verificaram 182 incidentes até às 19h (12h em Lisboa).

A maioria dos casos assinalados pelo Centro de Operações da Proteção Civil (OPC) diz respeito a queda de reclamos, toldos, janelas e outros objetos (88), danos em construção, queda de reboco e outros objetos (30), queda de árvores (21) e de andaimes (13).

Para já foram reportados sete casos de inundações, uma das grandes preocupações das autoridades de Macau, uma vez que os Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG) elevaram hoje para o nível máximo o aviso de "storm surge" (maré de tempestade), que ainda se mantém, devido às fortes inundações nas zonas baixas da cidade.

A Lusa contactou às 21h (14h em Lisboa) o consulado-geral de Portugal em Macau e Hong Kong, que referiu não haver registo de vítimas entre portugueses nestes dois territórios.

A tempestade tropical, classificada já como a maior do ano, causou pelo menos 49 mortos nas Filipinas e um em Taiwan.

Um som nunca ouvido

À TSF, o jornalista Gonçalo Lobo Pinheiro, do jornal digital Plataforma, explica que se têm vivido "horas complicadas, com muita adrenalina" em Macau. Para pintar o retrato do que se passa no continente asiático, o jornalista revela que o som que o tufão faz é "ensurdecedor", "mete medo" e a própria chuva vem de todas as direções, um barulho que o jornalista diz "nunca" ter ouvido antes de ir para Macau.

De acordo com o Instituto para os Assuntos Cívicos de Macau, a suspensão de energia elétrica determinou o encerramento do local de encontro para evacuação de emergência no Mercado da Praia do Manduco, não existindo residentes dentro das instalações, ressalvou aquela entidade.

A suspensão do abastecimento de energia elétrica em algumas zonas da cidade está a afetar 20 mil clientes em zonas que incluem a Praia do Manduco, a Rua do Almirante Sérgio, a Avenida Almeida Ribeiro, a Rua Ribeira do Patane, o Porto Interior e a Doca do Lam Mau.

O impacto do tufão já levou o chefe do Governo de Macau a emitir um despacho no qual se determina o encerramento de todos os serviços públicos na segunda-feira, com exceção daqueles integrados na estrutura da Proteção Civil e de representação exterior.

Todas as instituições de ensino superior em Macau também decidiram suspender a sua atividade na segunda-feira.

Já as instalações culturais sob a alçada do Instituto Cultural, incluindo locais relacionados com a promoção do património, bibliotecas públicas, museus e salas de exposições, entre outras, serão encerradas na segunda e na terça-feira ao público para que se proceda à inspeção e limpeza daqueles espaços.

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