Internacional

Ucrânia anuncia para breve envio de navios para o estreito de Kerch

Decisão está a originar um novo foco de tensão no prolongado conflito entre a Rússia e a Ucrânia.

A Ucrânia anunciou, esta sexta-feira, que vai enviar em breve navios de guerra para o estreito de Kerch, onde a guarda costeira russa apreendeu três embarcações ucranianas há duas semanas, enquanto Moscovo confirmou o julgamento dos marinheiros detidos.

Esta decisão ucraniana poderá originar um novo foco de tensão no prolongado conflito entre a Rússia e a Ucrânia, que se iniciou em 2014 com a "revolta de Maidan" e a queda do governo de Viktor Yanukovych, a anexação da península da Crimeia pela Rússia e que se agravou em 25 de novembro com o incidente marítimo no estreito de Kerch, quando forças navais russas dispararam em direção às embarcações ucranianas e prenderam a sua tripulação.

A Ucrânia decretou de seguida a "lei marcial" por 30 dias, uma medida que Kiev prescindiu de adotar na sequência da anexação da Crimeia e do conflito no leste do país entre forças ucranianas e os separatistas apoiados pela Rússia.

No âmbito da lei marcial, a Ucrânia deslocou forças militares para a fronteira com a Rússia e convocou reservistas para exercícios de treino.

Em Moscovo, o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, insistiu que os marinheiros ucranianos capturados ao largo da Crimeia violaram a lei e serão julgados.

"Violaram o direito internacional e as leis russas ao irromperem ilegalmente nas águas territoriais russas", declarou Lavrov durante uma conferência de imprensa em Milão.

"É um crime que é considerado como tal em qualquer país", sublinhou.

Os marinheiros foram colocados em detenção provisória na Crimeia e depois transferidos para Moscovo. Segundo o seu advogado, arriscam seis anos de prisão.

Em paralelo, o Pentágono anunciou ter efetuado um voo de observação sobre a Ucrânia para reafirmar o apoio dos Estados Unidos a este país na sequência do recente agravamento das tensões com a Rússia.

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