Justiça francesa ainda não encontrou ligação entre o atacante de Nice e o Daesh

O procurador francês afirmou que as investigações ainda só permitem concluir que o atacante tinha desenvolvido um interesse recente nas atividades radicais do Daesh.

Ainda não há provas que estabeleçam uma ligação direta entre o atacante de Nice e o Daesh. François Mollins, o procurador de Paris, deu esta segunda-feira uma conferência de imprensa onde explicou que após uma consulta exaustiva ao computador de Mouhamed Boulel só é possível concluir o recente interesse do atacante pelo Daesh. "A análise do computador ilustra um certo interesse e, a este ponto da investigação podemos dizer, recente, sobre o domínio do jihadismo radical ".

François Mollins citou ainda duas testemunhas, que reforçam o fascínio recente de Boulel pelo Daesh. "Uma outra testemunha disse que desde há oito dias Mohamed Luaej Boulel começou a deixar crescer a barba com a justificação - e estou a citar a testemunha - que era uma barba religiosa. Também invocou o Estado Islâmico e disse - continuo a citar - que não compreendia por que é que Daesh não podia ter um território. Uma outra testemunha disse que há cerca de sete, oito meses ele lhe mostrou um vídeo de decapitação de reféns e, perante o seu espanto, Mohamed Luaej Boulel respondeu: estou habituado".

Em relação ao local do atentado em si e à forma como foi concretizado, as pesquisas no computador de Boulel não deixam dúvidas de que o ataque foi premeditado. "A análise de um computador que foi encontrado em casa dele indica que foram feitas várias pesquisas na internet, desde o dia 1 de julho de 2016, sobre as comemorações no Passeio dos Ingleses e o fogo-de-artifício em Nice, sobre vídeos de acidentes fatais de carro e na pesquisa aparecia - e estou a citar - "acidente mortal horrível", "terrível acidente mortal" ou ainda "vídeos chocantes", pesquisas sobre aluguer de camiões, sobre uma morada em Nice de uma loja de armas".

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