Líderes mundiais acreditam que chegou o momento de salvar o planeta

Presidentes dos Estados Unidos, Brasil e China concordam que é preciso trabalhar coletivamente, sem esquecer que os países mais desenvolvidos devem ajudar os outros.

O Presidente norte-americano, Barack Obama, apelou esta segunda-feira na 21.ª Conferência Internacional do Clima (COP 21) a todos os líderes mundiais para que estejam "à altura" dos desafios colocados pelas alterações climáticas, reforçando que chegou o momento da comunidade internacional decidir salvar o planeta.

"Temos o poder de determinar o nosso futuro aqui e agora, mas só se mostrarmos que estamos a altura do desafio", defendeu o chefe de Estado norte-americano, dirigindo-se aos cerca de 150 governantes reunidos em Bourget.

O líder dos Estados Unidos, a primeira economia mundial e o segundo emissor mundial de gases de efeito de estufa (depois da China), reconheceu a influência do seu país no aquecimento global e assumiu "a responsabilidade de fazer algo" para contrariar tal cenário.

Na intervenção, Obama rejeitou fortemente o argumento de que a luta contra as alterações climáticas será uma má notícia para a economia. "Provámos que não há mais conflito entre um crescimento económico forte e a proteção ambiental", referiu.

Para Obama, se os líderes internacionais "agirem aqui e agiram agora" não será tarde demais, frisando que as decisões agora tomadas terão repercussões nas próximas gerações, o que irá representar "uma recompensa gratificante". Os Estados Unidos assumiram o compromisso de reduzir entre 26 a 28 por cento as suas emissões de gases de efeito de estufa até 2025, em comparação a 2005.

Para Dilma Rousseff, presidente do Brasil, é preciso criar um acordo com força de lei que contribua para o desenvolvimento mundial. "Devemos construir um acordo que seja também e fundamentalmente legalmente vinculante", afirmou a presidente brasileira no seu discurso, em sintonia com a posição da União Europeia.

Rousseff e Obama defenderam que o acordo inclua uma ajuda aos países desenvolvidos aos "mais vulneráveis". "Há um sentimento de urgência e temos que dar demonstrações de liderança. Nossa ação será útil se for coletiva. A melhor maneira de buscar soluções é nos unindo para encontrar um acordo equitativo, ambicioso e duradouro", afirmou Dilma.

O presidente chinês, Xi Jinping, seguiu a mesma linha de raciocínio e pediu aos países desenvolvidos que honrem os compromissos de financiamento de 94 mil milhões de dólares por ano aos países com mais dificuldades.

"Os países desenvolvidos devem honrar o seu compromisso de mobilizar 94 mil milhões de euros por ano a partir de 2020 e conseguir um apoio financeiro mais forte para as nações em desenvolvimento depois", defendeu o Presidente da China, de acordo com uma tradução oficial.

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de

Outros Artigos Recomendados