Internacional

Ana Gomes defende missão humanitária urgente na Líbia

A eurodeputada Ana Gomes não percebe o atraso no envio de uma missão humanitária para ajudar os civis em Misrata e tem dúvidas sobre o envio de conselheiros militares para a Líbia.

A eurodeputada Ana Gomes insistiu na urgência de uma missão humanitária para ajudar os civis cercados na cidade líbia de Misrata e disse não perceber o atraso numa ajuda que já foi prometida.

«Já há 20 dias, a 1 de Abril, o Conselho e a Alta Representante anunciaram a missão EUFOR Libia, mas a verdade é que até hoje a missão ainda não foi posicionada», afirmou a relatora do Parlamento Europeu para a Líbia.

Em declarações à TSF, a deputada europeia do PS explicou que «aparentemente alguns Estados-membros querem um pedido das Nações Unidas que ainda não chegou, mas que não tem de chegar para que a União Europa faça o que se impõe».

Ana Gomes considerou ainda que o envio de conselheiros militares para a Líbia anuciado esta quarta-feira pela França, Reino Unido e Itália não é o melhor caminho.

«Não gostamos que sejam Estados-membros unilateralmente a fazê-lo. A União Europeia tem um valor acrescentado e devia entrar em acção neste momento e não Estados-membros isoladamente», adiantou.

A eurodeputada lembrou ainda que o «apoio no treino militar das forças revoltosas não está nas declarações e resoluções aprovadas pelo Parlamento Europeu».

«Cada Estado-membro é livre de fazer a interpretação que lhe é facultada pela aplicação das resoluções do Conselho de Segurança da ONU (resoluções 1970 e 1973) que falam em todos os meios para apoiar os civis atingidos pelos massacres coemtidos pelas tropas de Kadhafi», recordou.

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