Médio Oriente

Estado Islâmico está a agravar o radicalismo

Especialistas ouvidos pela TSF consideram que os jihadistas têm um poder financeiro elevado e vão continuar a ter capacidade para recrutar mais rebeldes.

Bernardo Pires de Lima, investigador do Instituto Português de Relações Internacionais, considera que o Estado Islâmico (EI) está a agravar o radicalismo e a tentar usar mais uma morte como instrumento para negociar.

Ainda assim, este especialista, ouvido pela TSF, não acredita que Barack Obama esteja disposto a avançar com uma intervenção mais agressiva mesmo depois da morte por decapitação de um segundo refém norte-americano.

Já Garcia Leandro, ex diretor do Observatório de Segurança e antigo diretor do Instituto de Defesa Nacional, alerta que a solução não pode ser apenas militar. Este especialista avisa que a situação é muito complexa, sendo difícil eliminar esta ameaça apenas com ataques aéreos.

Nos últimos dias foi notícia o facto de o Estado Islâmico contar nas suas fileiras com centenas de jovens vindos do mundo ocidental, o que levanta a pergunta: qual é então o factor de atração do Estado Islâmico?

O director do Instituto de Estudos Árabes e Islâmicos da Universidade de Lisboa considera que os jihadistas têm um poder financeiro elevado. Por esse motivo, António Dias Farinha acredita que o Estado Islâmico vai continuar a ter capacidade para recrutar mais rebeldes.

Para além dos vastos recursos financeiros, o crescimento do EI alimenta-se da falta de referências culturais. António Dias Farinha sublinha que os jovens que cometem estas atrocidades vivem desnorteados.

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