Internacional

Síria: O peso da Al-qaeda e a continuidade de Assad no centro da conferência de paz

A fase que se estima que será crucial, já com as delegações do regime de Bashar al-Assad e dos movimentos da resistência, só terá início na sexta feira, mas é hoje que arranca a conferência para a paz na Síria. Trata-se da chamada conferência "Genebra 2", que se realiza em Montreaux, na Suiça.

A "Genebra 2" retoma o primeiro esforço, feito no Verão de 2012, quando não foi possível fazer caminho para por fim à guerra civil.

Desde então, o futuro de Bashar al-Assad já não é o mesmo que se discutia na primeira conferência. Enquanto na altura se ponderou a saída pura e simples do presidente sírio, agora a comunidade internacional admite a continuidade de Assad, sobretudo pelo crescimento do terrorismo na região.

A caminho da Suiça, o ministro dos negócios estrangeiros sírio fez mesmo saber que ninguém pode tocar a presidência.

O papel do presidente e do regime é uma linha vermelha para a delegação síria, enquanto do lado da oposição, o futuro de Assad também é ponto de honra. O secretário da Coligação Nacional, que se opõe ao regime, diz que não aceitará menos do que a saída do criminoso Assad, a mudança do regime e o castigo dos assassínios.

Com as posições extremadas, ninguém espera grandes avanços nesta conferência. Todas as delegações - e são cerca de 40 - dizem que este será apenas o primeiro passo, não se deve esperar o triunfo da paz.

Paciência e persistência são atitudes chave em cima da mesa, enquanto no terreno continuam a morrer civis. Em três anos, a guerra na Síria fez mais de 100 mil mortos e 9 milhões e meio de deslocados.

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