"Hackers" russos voltam a atacar EUA

Ainda mal refeitos das interferências nas últimas eleições presidenciais, os Estados Unidos da América voltam a estar em estado de alerta. Microsoft alerta para novos ataques informáticos russos.

A ameaça de pirataria informática volta a ensombrar os Estados Unidos da América, em contagem decrescente para as eleições intercalares de novembro.

A Microsoft anunciou que um grupo de "hackers" com ligações ao governo da Rússia criou falsos domínios na internet que imitavam as páginas de dois 'think tanks' (grupos de análise política) conservadores norte-americanos, o Hudson Institute e o International Republican Institute. Outros três domínios falsos foram concebidos para parecerem pertencer ao Senado dos Estados Unidos.

O objetivo era fazer crer aos internautas que estavam a aceder aos "sites" dessas organizações e entrar nos seus computadores para lhes roubar dados, nomeadamente palavras-passe.

Estas tentativas de "hacking" são semelhantes aos ataques informáticos russos anteriores às eleições presidenciais norte-americanos de 2016 que, segundo os serviços de informações norte-americanos, visavam ajudar a eleição de Donald Trump prejudicando a adversária democrata, Hillary Clinton.

Desta vez, mais do que ajudar um partido político em detrimento do outro, "a ação centra-se fundamentalmente em prejudicar a democracia", disse Brad Smith, presidente da Microsoft.

A empresa está a designar o grupo de 'hackers' como "Strontium", mas outras entidades batizaram-nos de "Fancy Bear" ou "APT28".

Uma acusação formulada pelo procurador especial Robert Mueller descreve o grupo como estando ligado à principal agência de informações russa, a GRU, e aos crimes informáticos contra o Comité Nacional Democrata e campanha Clinton nas presidenciais de 2016.

"Não temos qualquer dúvida" de quem é responsável por estes ataques, disse Brad Smith.

A Microsoft instaurou um processo ao "Strontium" num tribunal federal da Virgínia no verão de 2016. Em 2018, recebeu autorização judicial para apreender domínios falsos criados pelo grupo, que usou até agora para encerrar 84 "sites" falsos.

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