MNE lamenta chumbo do acordo e pede "tranquilidade" aos portugueses no Reino Unido

Em declarações à TSF, o ministro explicou que o plano de contingência apresentado pelo Governo para uma saída do Reino Unido sem acordo ganha novo fôlego.

O ministro dos Negócios Estrangeiros lamentou o desfecho da votação no parlamento britânico e, em entrevista à TSF, apelou aos portugueses no Reino Unido para se manterem "tranquilos".

Augusto Santos Silva adiantou que a bola está agora do lado das autoridades britânicas que têm de dizer aos europeus que propostas tencionam elaborar. Em declarações à TSF, o ministro explicou que o plano de contingência apresentado pelo Governo para uma saída do Reino Unido sem acordo ganha novo fôlego.

"O que aconteceu hoje é mais uma razão para nós pormos em prática o plano de contingência, cuja dimensão relativa aos direitos dos cidadãos já anunciámos publicamente na passada sexta-feira e cuja dimensão relativa ao apoio à economia e às empresas aprovaremos no próximo conselho de ministros, depois de termos discutido hoje com as associações empresariais e de amanhã também termos esse debate com os parceiros sociais. É muitíssimo importante que a saída do Reino Unido a verificar-se no dia 29 de março seja o menos desordenada possível."

Santos Silva avançou que, tendo em conta o cenário de não acordo, o Governo português já pôs em marcha algumas medidas para precaver o futuro na relação entre os dois países.

"Uma saída sem acordo significa que o período de transição que nós tínhamos acordado com os britânicos e que ia até ao fim do ano 2020 está posto em causa. Portanto, nós também já estamos a tomar as medidas necessárias para que os voos existam, os camiões que transportam mercadorias possam circular, que os requisitos fitossanitários sejam cumpridos, para que o comércio entre o Reino Unido e a União Europeia - e, em particular, entre o Reino Unido e Portugal - seja o menos prejudicado possível. O mesmo valendo também para outra grande dimensão do relacionamento económico bilateral que é o turismo."

Aos cidadãos portugueses no Reino Unido, o ministro dos Negócios Estrangeiros apelou à tranquilidade: "Estejam tranquilos. A dificuldade do momento exige tranquilidade da nossa parte."

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