Moçambique: "Quando há disparos e morrem pessoas costuma chamar-se guerra"

O maior partido da oposição não tem dúvidas em dizer que o país está em guerra e quer a ajuda do presidente português. Mas recusa sentar-se com Marcelo e a Frelimo na mesma mesa.

O porta-voz da Renamo pede ao Presidente português que ajude a convencer a União Europeia a mediar o conflito político-militar com a Frelimo. Ao contrário do governo e da Frelimo, o maior partido da oposição de Moçambique diz que aquilo que está a acontecer no Centro do país já é uma situação de guerra.

À TSF, António Muchanga explica que já no final de 2015 visitou o embaixador português em Moçambique, atual assessor de Marcelo Rebelo de Sousa, e pediu ajuda a Lisboa.

O porta-voz da Renamo diz que Portugal tem de ajudar.

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O representante da Renamo diz que nem ele sabe ao certo o que se passa no Centro de Moçambique, mas admite, contudo, que há confrontos militares em muitas zonas das províncias da Zambézia, Tete, Sofala e Inhambane, o que já se pode considerar uma guerra.

A Renamo defende que "tradicionalmente" costuma chamar-se guerra às situações "onde há disparos de armas e morrem pessoas".

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A Renamo admite reunir com o presidente português nesta visita a Moçambique, mas recusa sentar-se na mesma mesa da Frelimo.

António Muchanga quer falar com Marcelo, mas diz que não é grave se não conseguir.

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A nova crise da dívida pública não declarada agravou ainda mais as críticas da Renamo à Frelimo. António Muchanga diz que a situação é grave e o país está quase a entrar numa situação semelhante à da Grécia ou Guiné-Bissau.

A Renamo acusa o Governo de ter violado a constituição por causa das dívidas não autorizadas contraídas por empresas públicas.

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A Renamo acusa ainda o presidente e o Governo de Moçambique de não quererem partilhar a informação sobre a dívida do Estado com os deputados da oposição e com as instituições internacionais como a União Europeia e o FMI.

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