Movimento para a Democracia na Europa

O antigo ministro das Finanças da Grécia, Yanis Varoufakis, lança hoje em Berlim um novo partido pan-europeu.

A escolha da capital alemã para a fundação do "Democracy in Europe Movement" (Movimento para a Democracia na Europa, DiEM), tem caráter simbólico. Berlim é identificada por Varoufakis como o coração da Europa e, segundo o blogue do antigo ministro, como um marco da luta contra a austeridade na União Europeia, de que o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schauble, é considerado um símbolo.

"Wolfgang Schoeble disse expressamente no conselho europeu: 'a democracia não pode ser autorizada a mudar tudo'. Ou seja, para o coração da união europeia esta é visão que prevalece. É o núcleo da união europeia, a visão predominante, que diz que não há espaço parta a democracia. Ou seja, não há um déficite democrático, na união europeia. Há tanta democracia na união europeia, como oxigénio na Lua. Não existe", destaca Varoufakis.

Varoufakis sobre a democracia na Europa de Schoeble

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Na sequência da vitória eleitoral na Grécia do partido da esquerda radical Syriza em janeiro de 2015, com base num programa anti-austeridade, o Governo alemão mostrou-se o mais intransigente nas duras negociações sobre a dívida grega que de prolongaram por seis meses até ser alcançado um acordo em 13 de julho, que implicou um novo plano de resgate com medidas de austeridade, que resultou em acentuadas divergências internas no Syriza.

Esta abordagem constitui a justificação, e a essência, para a formação do DiEM, centrado em torno da reivindicação "Democratizar a UE".

Para Varoufakis "tivemos muitos e maravilhosos movimentos na Europa. E até movimentos globais, como o 'ocuppy'. É tempo de termos uma narrativa abrangente, sobre o que significam estes movimentos, ou sobre o que devem significar ou representar, e sobre a forma que devem trazer para a politica as pessoas que estão em casa, e preferem esquecer as ansiedades e os medos, de poderem não ter trabalho ou dinheiro para pagar a renda amanhã. São estas pessoas que é necessário trazer para o movimento. É preciso juntar todas as pessoas que acham que há algo de podre no coração da união europeia, e não apenas os esquerdistas e os radicais", conclui o economista e político.

Varoufakis sobre a democracia e os povos da Europa

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Transmissão do debate com Varoufakis onde participa Marisa Matias:

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