Nações Unidas exigem a Israel o fim "imediato" dos colonatos

A resolução foi aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU esta sexta-feira. Os Estados Unidos abstiveram-se, o que permitiu a aprovação.

A resolução das Nações Unidas exige a Israel que "cesse imediatamente e completamente todas as atividades de construção de colonatos no território palestiniano ocupado, incluindo Jerusalém Oriental".

A aprovação da resolução só foi possível graças à abstenção dos Estados Unidos, depois de terem vetado uma resolução semelhante em 2011.

Nos últimos meses, autoridades da ONU têm denunciado um aumento na construção de colonatos, que são considerados ilegais.

Para a Palestina, uma vitória. Para Israel, um ataque

O porta-voz do presidente palestiano Mahmoud Abbas diz que esta resolução é "um grande golpe para a política israelita, uma condenação unânime internacional dos colonatos e um forte apoio à solução dos dois Estados".

O chefe das negociações da Palestina, Saeb Erekat, diz que este é um "dia de vitória para o Direito Internacional" e "uma total rejeição das forças extremistas israelitas".

Já do lado de Israel, o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu diz em comunicado que "Israel rejeita esta vergonhosa resolução anti-Israel e não vai submeter-se às condições que impõe".

"A administração Obama falhou não só em proteger os Israel do gang das Nações Unidas, como agiu em conluio nos bastidores", afirma o comunicado, que acrescenta ainda que Israel "está ansioso por trabalhar com o presidente eleito Donald Trump" para anular os efeitos desta resolução.

Antes, o ministro da Energia, Yuval Steinitz, já tinha afirmado que esta não é uma resolução contra os colonatos, mas antes contra Israel, e acusa os Estados Unidos de abandonarem Israel.

Nos Estados Unidos, Trump garante que tudo vai ser diferente

Numa mensagem publicada na rede social Twitter, o presidente eleito Donald Trump garante que "as coisas vão ser diferentes a partir de 20 de janeiro", quando toma posse, sem dizer muito mais.

Têm sido muitas as vozes críticas por parte de republicanos a criticar a abstenção dos Estados Unidos. A Casa Branca entretanto já defendeu a decisão. Ben Rhodes, conselheiro de segurança nacional, disse numa conferência telefónica que os Estados Unidos não podiam "em boa consciência, vetar uma resolução que expressa preocupações sobre aquilo que tem estado a destruir as fundações de uma solução de dois estados".

O secretário de Estado norte-americano John Kerry pede a Israel e à Palestina para trabalharem nesta solução dos dois estados. Numa declaração, Kerry explicou que os Estados Unidos não concordaram com todos os aspetos da resolução aprovada esta sexta-feira, mas lembrou que a medida tem como objetivo incentivar os dois lados a darem "passos construtivos" no sentido de serem criados dois estados independentes.

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