Não há vítimas portuguesas na Venezuela

O ministro dos Negócios Estrangeiros apela a uma negociação na Venezuela, sem violência e que permita aos cidadãos escolherem os governantes em eleições livres.

Augusto Santos Silva revela que não tem "informação relativa a qualquer português que tenha sido vítima de qualquer ato que pusesse em perigo a sua segurança". Em declarações aos jornalistas, em Macau, o ministro dos Negócios Estrangeiros revelou ainda que "os estabelecimentos portugueses estão fechados", bem como o Centro Português de Caracas.

O apelo para que os cidadãos nacionais tomem medidas de segurança apropriadas foi renovado e Santos Silva garantiu que foi pré-ativado um plano e que os "departamentos dos vários ministérios estão em coordenação para que, se for necessário ativar esse plano, ele possa ser ativado".

Quanto à situação da Venezuela em especifico, o governante pediu a todas as partes do país que "ajam politicamente e não através da violência", com o intuito de se encontrar "uma solução política negociada que permita ao povo venezuelano exprimir-se de novo e escolher quem quer que o dirija", através de eleições livres e justas.

E para Nicolás Maduro ficou um apelo: "É necessário apelar para aqueles que ainda controlam os meios repressivos do Estado para se absterem de utilizá-los, designadamente contra pessoas indefesas, contra civis e pessoas que apenas exercem o seu direito ao protesto, manifestação ou reunião."

"Há notícia de que forças afetas ao regime de Maduro estão a convocar e a exortar os chamados coletivos a agirem em defesa do regime", frisou o ministro, alertando para o facto de "os coletivos [serem] bandos armados e portanto ilegais".

O cenário na Venezuela "dá razão à que tem sido a linha de conduta da UE e de Portugal desde o início desta crise", crê Santos Silva. "Sempre dissemos que só havia uma maneira de evitar uma confrontação interna ou uma intervenção externa e que essa maneira passava por as partes se entenderem num processo claro de convocação e organização de eleições presidenciais, desta vez livres e justas, a que se pudessem apresentar todos aqueles que entendessem candidatar-se", concluiu.

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