Nato avisa para "consequências" mas oferece via do diálogo para evitar descontrolo

A Aliança Atlântica enviou esta tarde recados a Moscovo, na sequência dos incidentes militares no Mar de Azov.

O secretário-geral da Nato afirmou esta tarde, em Bruxelas, que as "ações têm consequências", dando a entender que as medidas adotadas no passado, após anexação da Crimeia, não são de descartar, após os incidentes no mar de Azov, que resultaram na apreensão de dois navios de guerra e um rebocador da Marinha Ucraniana e das respetivas tripulações.

O conselho da Aliança Atlântica esteve esta tarde reunido de emergência. No final do encontro, o secretário-geral da Nato pediu contenção da parte de Moscovo e ofereceu a via do diálogo para que a situação não fique descontrolada.

"O que vimos ontem foi muito grave. Vimos que a Rússia usou a força militar contra a Ucrânia, de maneira aberta e direta, atacando os navios ucranianos, confiscaram embarcações, perderam marinheiros", afirmou, dando conta de "relatos de que alguns deles estão feridos".

"Não há justificação para o uso da força militar contra as embarcações ucranianas e respetiva tripulação", lamentou, aproveitando para apelar "à Rússia para libertar imediatamente os marinheiros ucranianos e as embarcações que foram apreendidas ontem".

O secretário-geral lembrou que a Rússia foi alvo de sanções no passado, e num recado para Moscovo avisou que as ações como atos de agressão têm consequências. Porém, sem alienar uma "postura firme", Stoltenberg não fecha a porta do diálogo.

"Temos de trabalhar para o alívio, para a acalmia e contenção, porque temos de evitar perder o controlo da situação e que fique ainda mais perigoso", salientou. "Continuaremos firmes e com força. Mas, ao mesmo tempo, apoiamos todos os esforços para ser encontrada uma situação negociada politicamente", disse o secretário-geral da Nato.

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