Obama sai em defesa dos carros autónomos

No dia em que a administração norte-americana apresenta um plano de funcionamento destes veículos, Obama assinou um artigo num jornal de Pittsburgh em que defende os carros sem condutor.

Os tempos estão a mudar e desde que chegou à Casa Branca, o presidente norte-americano tem comprovado isso mesmo. Há oito anos, Barack Obama não conseguia sequer tirar fotografias com o telemóvel. No ano passado, publicou uma imagem na rede social Instagram a partir do Alaska.

Nesta revolução tecnológica, também os carros que conduzem sozinhos saíram dos filmes de ficção científica e são agora uma realidade.

Em Pittsburgh, a empresa de transportes Uber já começou um programa piloto para testar estes veículos autónomos. Mas será um carro sem condutor mais seguro? Obama acredita que sim.

Num artigo que assina no jornal Pitsburg Post-Gazette, o presidente norte-americano defende que os carros autónomos podem ser uma solução para os números de mortalidade nas estradas.

Só no ano passado, mais de 35 mil pessoas morreram nos Estados Unidos. E Obama realça que 94% das mortes resultaram de erro humano.

A precisão da máquina, em substituição da incerteza da capacidade humana, pode salvar milhares de vidas e permitir maior mobilidade a pessoas com limitações, que não podem conduzir.

Mas para isso é preciso regular. A administração norte-americana apresenta esta terça-feira um plano com 15 pontos que define regras de segurança e funcionamento nestes veículos, e garante que estão aptos para circular nas estradas.

Mais do que a segurança física, a segurança informática

Entre as regras sobre os veículos sem condutor que vão ser esta terça-feira anunciadas pelo governo norte-americano estão normas para garantir a privacidade dos utilizadores. Nestes carros autónomos, os dados do "condutor" e os percursos ficam "registados na rede" e, por isso, suscetíveis de ser em pirateados.

Luís Gonçalves de Sousa, professor do Departamento de Engenharia Mecânica do Instituto Superior Técnico, acredita estes veículos podiam já estar nas estradas há algum tempo e que o principal entrave até agora têm sido as questões de segurança informática.

O professor de Engenharia Mecânica considera que este será um dos maiores desafios para as empresas que desenvolvem esta tecnologia.

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O professor de Engenharia Mecânica explica que estes carros estão equipados com sensores que vêm substituir os sentidos de humanos e garantem um nível de segurança na estrada que não foi possível até agora atingir.

Luís Gonçalves de Sousa defende que muitos acidentes podem ser evitados com os carros autónomos.

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Os carros sem condutor têm sido alvo de alguma desconfiança pelos consumidores. Luís Gonçalves de Sousa lembra que hoje em dia os veículos estão equipados com sistemas eletrónicos que até há alguns anos eram impensáveis e acredita que as dúvidas que temos agora em pouco tempo vão deixar de fazer sentido.

O professor do Instituto Superior Técnico de Lisboa dá o exemplo do sistema ABS.

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