Panamá assina pacto de partilha de informação fiscal com OCDE

Pressionado pela dimensão global da divulgação dos "Documentos do Panamá", o Governo panamiano decidiu aderir a um compromisso que pressupõe a troca de informações fiscais entre países da OCDE.

O Panamá assinou na terça-feira um pacto da OCDE para troca de informação fiscal, mais de um mês após a revelação dos chamados "Documentos do Panamá".

O Ministério dos Negócios Estrangeiros panamiano anunciou que o país aderiu aos padrões de divulgação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e que vice-ministro Luis Miguel Hincapie entregou o documento de adesão na sede da OCDE em Paris.

No entanto, a adesão só entra em vigor, em termos práticos, em 2018.

Uma investigação realizada por uma centena de jornais em todo o mundo sobre 11,5 milhões de documentos revelou bens em paraísos fiscais de 140 responsáveis políticos ou personalidades públicas.

O conjunto de documentos, denominados "Papéis do Panamá", provém da empresa de advogados panamiana Mossack Fonseca.

Segundo o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, que reuniu para este trabalho 370 jornalistas de mais de 70 países, mais de 214.000 entidades offshore estão envolvidas em operações financeiras em mais de 200 países e territórios em todo o mundo.

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