Papa em Myanmar: "O caminho da vingança não é o caminho de Jesus"

Numa missa pública no país, o papa Francisco apelou ao povo do país a resistir à tentação de se vingar pela dor sofrida.

Perante milhares de pessoas que assistiram à missa pública, o papa Francisco referiu-se ao sofrimento que os grupos étnicos e religiosos têm passado, numa alusão às décadas de conflito entre minorias étnicas e os militares que continuam ainda hoje em várias partes da antiga Birmânia.

"Eu sei que muitos na Birmânia ainda suportam as feridas da violência, tanto visíveis como invisíveis", disse à multidão, em italiano, numa mensagem traduzida para birmanês.

Deixando uma mensagem de perdão, o papa apelou ao povo a resistir à tentação de se vingar pela dor sofrida, pregando uma mensagem de perdão diante da multidão que assistiu à sua primeira missa pública no país predominantemente budista.

Lembrando que a tentação é responder com vingança, o papa instou ao "perdão e compaixão".

"O caminho da vingança não é o caminho de Jesus", disse, falando a partir de um altar erigido num palco de estilo tradicional budista.

O papa afirmou que o objetivo da sua visita à Birmânia é servir a sua comunidade católica, estimada em cerca de 660 mil pessoas, ou pouco mais de 1% da população de 52 milhões de habitantes.

Mais de 620 mil rohingya fugiram da violência na Birmânia para o vizinho Bangladesh naquela que figura a pior crise humana na Ásia em décadas.

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