Dono da cadeia hoteleira Fénix detido no Rio de Janeiro

O empresário brasileiro, um dos maiores do ramo dos transportes do Rio de Janeiro, foi detido no Aeroporto Internacional Tom Jobim, quando tentava embarcar para Portugal.

Jacob Barata Filho foi detido na noite deste domingo no Aeroporto Internacional Tom Jobim, enquanto tentava embarcar para Portugal. O mandado foi expedido pelo juiz federal Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal Criminal do Rio, responsável pelas investigações que levaram à cadeia o ex-governador Sérgio Cabral dirigente do partido PMDB.

A prisão seria nos próximos dias, mas foi antecipada após a polícia descobrir que o empresário ia viajar para Portugal somente com uma passagem de ida, adiantou o programa Fantástico, da TV Globo. O advogado do empresário nega esta informação e adianta que Barata Filho tem negócios em Portugal "há décadas", para onde faz "viagens mensais".

O empresário é filho de Jacob Barata, conhecido como "o rei do ônibus". Jacob Barata Filho é acusado de pagar milhões de reais em subornos a políticos e funcionários públicos no Rio de Janeiro. Nesta segunda-feira, uma operação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF) cumpre mandados de prisão contra outros empresários do ramo do transporte no estado do Rio. A ação é baseada nas delações premiadas do doleiro Álvaro Novis e de Jonas Lopes, ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Jacob Barata Filho herdou o negócio de seu pai, que foi dono de um conglomerado de empresas no Rio de Janeiro e em outros estados com mais de 4.000 veículos. As empresas da família operam desde os anos 60, incluem operações de turismo como é o caso da cadeia hoteleira Fénix.

A polícia brasileira informou em comunicado que a operação desta segunda-feira envolveu cerca de 80 policiais que cumprem nove mandados de prisão preventiva, três de prisão temporária e 30 mandados de busca e apreensão expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

A operação foi antecipada porque o empresário Jacob Barata Filho, que controla várias empresas de autocarros no Rio de Janeiro, foi preso no último domingo no Aeroporto Internacional Tom Jobim poucos minutos antes de embarcar para Portugal.

O jornal Folha de S.Paulo informa que foi apreendido com ele um ofício encaminhado pelo Banco Central à Justiça brasileira sobre a quebra de sigilo de investigados na Operação Lava Jato, que apura casos de corrupção na Petrobras e em outros órgãos públicos do país.

Assim, a polícia brasileira desconfiou que o empresário tinha informações sobre as investigações e tentou fugir para Portugal, onde mantém uma série de negócios.

Já os advogados de Jacob Barata Filho afirmam que ele ia fazer uma viagem de rotina à Lisboa, cidade para a qual faz viagens mensais.

Segundo as autoridades brasileiras, entre 2010 e 2016 foram pagos 260 milhões de reais (69,3 milhões de euros) em subornos a políticos e funcionários que fiscalizavam empresas ligadas ao setor dos transportes.

As investigações encontraram indícios de que o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, recebeu 122 milhões de reais (32,5 milhões de euros) neste esquema de corrupção.

Sergio Cabral está preso desde o ano passado, acusado em mais de uma dezena de processos sobre esquemas de corrupção que são investigados no âmbito da operação Lava Jato.

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