Polícia de Hamburgo pede reforços

A polícia pediu esta sexta-feira o envio de novo reforço de efetivos antimotim face à possibilidade de aumentarem os protestos violentos no âmbito da cimeira do G20.

O pedido, segundo a edição online do semanário Der Spiegel, surgiu numa altura em que se sucedem as tentativas de bloqueio e de ataques de manifestantes em diversos pontos de Hamburgo, no norte da Alemanha, contra a realização da cimeira, cuja segurança é garantida por cerca de 20 mil polícias.

Ao nascer do sol, várias ruas foram bloqueadas pelos ativistas, havendo ainda alguns atos de sabotagem de linhas de caminhos-de-ferro, o que levou as autoridades federais de Hamburgo a fazer o pedido de reforço.

Vários grupos de manifestantes protagonizaram ações de protesto, sentando-se nas ruas de acesso ao centro de congressos onde decorre a cimeira, enquanto a polícia utilizava canhões de água e cargas policiais para dispersar elementos mascarados ou de organizações identificadas como violentas.

Os manifestantes, por seu lado, lançaram objetos contra o dispositivo policial que protege um dos hotéis onde se alojaram algumas delegações, entre elas a da Rússia, liderada pelo Presidente Vladimir Putin, e a da Coreia do Sul, chefiada pelo Presidente Mon Jae.

A polícia deu também conta do lançamento de um artefacto pirotécnico contra um helicóptero. Num balanço provisório da polícia alemã, desde quinta-feira, altura em que começaram os incidentes, 111 agentes das forças de segurança ficaram feridos, enquanto 44 pessoas foram detidas.

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