Portugal junta-se ao ultimato. "Ou Maduro aceita eleições ou nós reconhecemos Guaidó"

Contactado pela TSF, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, explicou que Portugal junta-se à declaração de Madrid, Paris e Berlim que, ao que tudo indica, será uma posição conjunta dos países europeus.

Portugal alinha no ultimato a Nicolás Maduro que recebeu um ultimato de vários países da União Europeia este sábado. Espanha, França e Alemanha vão reconhecer o líder parlamentar Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela, caso Nicolás Maduro não convoque eleições no prazo de oito dias.

Contactado pela TSF, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, explicou que Portugal junta-se a esta declaração que, ao que tudo indica, será uma posição conjunta dos países europeus.

"Esse processo ainda está a decorrer para que a posição seja formalmente da União Europeia, mas temos trabalhado nisso intensamente. Ontem faltava apenas determinar qual seria o prazo que concederíamos a Nicolás Maduro e chegámos à conclusão que uma semana é um prazo adequado, até porque os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia reunir-se-ão na próxima quinta-feira em Bucareste."

Portugal exige eleições livres. Caso contrário vai reconhecer o presidente da assembleia nacional como autoridade legítima na Venezuela.

"Só é possível, no nosso entendimento, sair deste impasse político e desta gravíssima crise social que se vive na Venezuela com eleições que sejam livres, transparentes, credíveis, segundo as regras próprias de eleições democráticas. Portanto, ou Nicolás Maduro aceita participar nestas eleições e desencadear esse processo, de forma que as eleições sejam conduzidas por uma comissão eleitoral independente ou então nós reconhecemos que a única autoridade legítima para organizar esse processo eleitoral é a assembleia nacional e o seu presidente."

Este sábado, o Conselho de Segurança das Nações Unidas reúne-se pelas 14h00, um encontro que Augusto Santos Silva considera "difícil".

"Conhecemos as opiniões e as posições dos Estados Unidos, as opiniões da China e da Rússia. E , portanto, a reunião do Conselho de Segurança será, certamente, uma reunião difícil, mas os meus votos é que os membros permanentes e não permanentes do Conselho de Segurança apoiem todos a necessidade de assegurar uma transição pacífica na Venezuela. É isso que a gente mais precisa."

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